segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Ensina-me...

Ensina-me a amar-te!
Diz-me que te não sufoque na ânsia de querer saber de ti
Obriga-me a respeitar o teu silêncio quando não queres falar.
Perdoa a minha impaciência irresponsável que se abate
Sobre essa barreira do não, firme e meigo,
Tecido de certezas entrançadas de dúvidas,
Numa trama de esperanças.
Vejo-as quando desvias os olhos às minhas perguntas mudas
Ouço-as num soluço que deixas escapar,
Sinto-as no afastar do teu corpo à minha proximidade.
Não te quero dilacerado por dentro
É uma aprendizagem difícil e longa.
Quisera ser perfeita e viver feliz
Só das palavras que escreves.
Aqui me tens despojada mas sempre esperançosa
de que um dia será possível.
Senta-te aqui, a meu lado, e escreve comigo, sim?
Ensina-me, por favor!