quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Fragil

Aperta-se meu peito por te ver,
Doe-me o coração de te saber…
Afago meu peito com mãos de bandido,
No desejo de lhe tomar o coração,
Em meu desespero,
Só para dá-lo a ti…
Sei dos teus silêncios,
Tomam-me os punhos cerrados,
Numa luta que perco a cada lágrima tua…
Sei das palavras que nos vão morrer,
Sempre no sufoco das gargantas
Cansadas da dor lancinante
Do amor frágil…
Aperta-se meu coração,
Por te saber essa chama,
Que te queima e desassossega,
Que te consome e inquieta…
Não me chegam as palavras
Não as ouves!
Sentes essa dor surda,
Que te devora os sentidos
E esquece os nomes de quem te ama.
Sei do teu olhar perdido,
Da tua voz embargada,
Do teu desespero de nada saber…
Do teu amor tão pouco!
Estendo-te os braços em desatino,
Abraço-te em dor com carinho...
Minha querida,
Nada mais tenho para te dizer.
Estou aqui, eu sei!

Pele



Obrigada, minha irmã...