quinta-feira, fevereiro 17, 2005

Silêncio...



Quando percebeu, ele já lhe tinha invadido o corpo e a alma.
Como tinha sido possivel?
A pergunta oscilava por dentro do seu ser
Os seus cheiros entravam-lhe no corpo, e ela já não o conseguia evitar. Não conseguia.
Rasgava-se em ternura. Desejava o encontro. As mãos trémulas e irrequietas tinham fome da partilha de palavras sussurradas. Os olhos àvidos dos seus olhos, a implorarem a comunhão do sentir.
E o medo, o medo de que os reflexos de dávida que encontrava no seu olhar, não passassem de uma ilusão, perfuravam-lhe a pele.
O mesmo medo calou-lhe a voz, sossegou-lhe os passos, imobilizou-a
Perdeu-se no silêncio..