quarta-feira, março 23, 2005

Da Chuva...


A chuva vivificante que me trazem as tuas suaves palavras quebra sempre alguma aridez desta miseranda existência longe de ti, meu amor.
Quando oiço a tua voz sinto-me como terra a ser fertilizada pelo aluvião nutritivo.
Dou pelos mais ternos sentimentos a crescerem , imparáveis, tentando chegar a ti, a galgarem esta distância que teima em não encurtar.
Bebo a tua verve, sôfrega, pois esta secura que me invade a boca é sede de ti, da tua alma e corpo.
Reservo num cálice feito de ternura e ansiedade o que me vertes em amor.
Dele beberemos os dois no próximo encontro.


Foto de Ju and Michael