sábado, março 19, 2005

De Azul...



Vestiste-te de Céu azul
Com o sol nas mãos
Eu era passaro
Instante sombra na copa das árvores
Agitadas pelo vento
Voo rasando as margens do teu corpo
Bebendo dos teus lábios rubros
As estrelas de dádiva que os teus olhos deslizam
E és sorrisos e uvas
E figos comidos ao entardecer
Nas tardes verdes banhadas pelo
Sol que queima a memória
Da tua pele
E o silêncio da tarde acordou
Em nuvens de suspiros
Num arco-iris de àgua pura
Plena de cores que se fundem
Dentro de nós