segunda-feira, maio 16, 2005

Da Vida...

Sorri, meu amor.
Estás vivo! Vivo!
Pois não lês tu o que aqui te escrevo?
Meu amor, eu existo e adoro-te.
E a vida é boa e dela podemos colher para nós o que nos dá prazer
E aceitar, sem revolta, o que nos faz sofrer.
São dois aspectos inelutáveis de uma mesma realidade. Como em tudo.
Pois não é bom o Sol como fonte de vida e mau quando nos queima?
Pois não é bom o Mar quando nos fornece alimento e mau quando nos afoga?
Pois não é boa a chuva que irriga os campos e má quando nos inunda os haveres?
Já reparaste que apreciamos sempre com muito maior intensidade as coisas que tivemos e deixamos de ter?
Aquilo com que convivemos todos os dias tende a banalizar-se e a deixar de constituir objecto da nossa atenção mais consciente.
Quando de repente nos falta, descobrimos que afinal era tão importante para o nosso equilíbrio mental e emocional.
Seja uma pessoa, um sentimento, uma situação ou um objecto.
Era tão bom conseguirmos a cada instante analisar, por um segundo que fosse, porque nos sentimos bem naquele momento e registar-mos no íntimo o resultado.
Deveríamos poder depois recordar automaticamente esses dados como apoio a situações de desagrado ou infelicidade.
Pensa que, quando tudo parece desabar à nossa volta, estás Vivo e por isso capaz de comandar o teu destino. Haja coragem...
Só existe uma inexorabilidade contínua: a sucessão dos dias e das noites.
Tudo o mais tem mutação garantida e alternância na intensidade...