quarta-feira, junho 22, 2005

Longe...

Pelas casas da memória vou buscando
o que de ti ainda permanece
um poema inacabado
uma fotografia que de tão olhada
perde as cores e a forma
uma cadeira vazia,
que em seu refúgio esperam como eu
As mãos recolhem, lentas
a sílaba já vencida de um adeus.
O ritual da espera reaprende
os signos esquecidos de um olhar
que o tempo não cegou,
mas quão ilusória, ás vezes, a imagem
que por eles chega e me confunde
Hesito. tento como posso serenar
as inquietações, os naufrágios, e calo.
Que outro olhar por ti precisaria
para abarcar a tua ausência?

Tão longe...