terça-feira, junho 14, 2005

Pão...


Embalados pela ondulação das searas
fundidos no trigo ouro
Digo o teu nome.
e digo pão. e o teu nome de novo
a brisa ondula o trigo e os teus cabelos,
tão cúmplice do desejo da minha mão
Tão dolorida às vezes a ternura...
Como não inventar longes para todas as manhãs
dos teus cabelos?
Digo o teu nome
e digo pão. e de novo o teu nome.
Respiramos as mil cores que nos envolvem
os seus sons, a sua incerta harmonia
Colhemos espigas
Respiramos a terra
Sussurramos minúsculas palavras,
transparentes diálogos de silêncios
Aproximamos margens
Multiplicamos afectos
Dissemos pão...


Foto de A. D.