segunda-feira, julho 04, 2005

Não sei ...

Não sei se, como eu,
ouves os violinos de vento
proclamando dias sublimados
por uma intima harmonia.
Não sei se, como eu,
Sentes a cada madrugada a carícia
de um nome nos teus lábios.
Não sei se, como eu,
se me chamas e te sentes morrer
e renascer a cada silaba gritada.
Não sei se, como eu,
adivinhas nas palavras o meu rosto,
o sorriso,
a mão trémula de espanto
que te escreve.
Não sei se, como eu,
sentes o meu olhar trespassando-te
e a vontade de o reter para sempre
naquela que mais que minha, é a tua casa.
Não sei se, como eu,
me trazes nas mãos, no sangue,
na luz, e na tua própria sombra
de silêncios.
Não sei se, como eu,
desfaleces de profunda ternura
por te saber vida..

Não sei...